O debate em torno da formação de operadores do Direito frequentemente esbarra na atuação de magistrados que também se dedicam à docência jurídica. Doutor Valdemir Ferreira Santos frisa a importância dos profissionais que conciliam a atividade jurisdicional com a sala de aula, contribuindo para a formação de novos bacharéis e para a atualização de colegas de profissão. Tal dupla atuação, cada vez mais comum na magistratura brasileira, aproxima a prática judicial da reflexão acadêmica sobre o Direito.
A docência exercida por magistrados costuma ocorrer em faculdades de Direito, escolas da magistratura ou cursos preparatórios para concursos públicos, espaços em que a experiência prática do juiz se converte em conteúdo didático relevante para os alunos. Tal combinação de saberes oferece aos estudantes contato direto com quem vivencia, no dia a dia, os desafios da aplicação da lei. O exercício simultâneo das duas atividades exige, no entanto, organização rigorosa da agenda, já que ambas demandam preparo e dedicação constantes.
O que motiva magistrados a lecionar Direito?
Como aponta o Doutor Valdemir Ferreira Santos, entre os fatores que levam magistrados a ingressar na docência está o desejo de compartilhar a experiência prática acumulada ao longo da carreira com estudantes que ainda não tiveram contato direto com a rotina forense. A sala de aula também funciona como espaço de reflexão teórica, permitindo ao magistrado revisitar conceitos e atualizar-se diante de discussões acadêmicas recentes sobre o Direito. Para muitos, lecionar representa ainda uma forma de retribuir à formação recebida durante a própria graduação e pós-graduação.
Doutor Valdemir Ferreira Santos expõe, em suas atividades acadêmicas, temas ligados diretamente à prática da magistratura, aproximando os estudantes da realidade concreta dos processos judiciais. Tal proximidade entre teoria e prática costuma ser bem recebida pelos alunos, que passam a compreender melhor a aplicação prática dos institutos estudados em sala de aula. A experiência docente, nesse sentido, complementa e enriquece a própria atuação jurisdicional do magistrado.

Os desafios de conciliar a toga e a docência
Conciliar a atividade jurisdicional com a docência exige do magistrado planejamento cuidadoso da agenda, já que ambas as funções demandam preparo prévio, correção de trabalhos e disponibilidade para atendimento a alunos. A carga de processos em tramitação nas varas, somada às responsabilidades acadêmicas, pode gerar sobrecarga se não houver organização adequada do tempo disponível. Muitos magistrados optam por concentrar a docência em turnos específicos, preservando a rotina da vara nos demais períodos do dia.
Como pontua o Doutor Valdemir Ferreira Santos, o equilíbrio entre as duas atividades depende de disciplina pessoal e de clareza quanto às prioridades de cada momento da semana. A dedicação à docência, ainda que exija esforço adicional, tende a ser vista por muitos magistrados como investimento que qualifica também sua própria atuação profissional. A conciliação entre toga e sala de aula, assim, representa desafio recorrente, mas também fonte de aprendizado mútuo entre professor e alunos.
A contribuição da docência para o aperfeiçoamento da magistratura
A experiência de lecionar exige do magistrado organização didática e clareza na exposição de temas complexos, habilidades que também se refletem positivamente na fundamentação de decisões judiciais. O contato constante com pesquisas acadêmicas recentes, motivado pela necessidade de preparar aulas atualizadas, mantém o magistrado em sintonia com discussões contemporâneas do Direito. Tal troca constante entre prática e ensino tende a beneficiar tanto os alunos quanto a própria atuação jurisdicional do professor.
O Doutor Valdemir Ferreira Santos sinaliza como a docência e a magistratura podem se fortalecer mutuamente, unindo rigor técnico e vocação para o ensino. A formação de novos profissionais do Direito se beneficia diretamente dessa combinação de experiências, que aproxima a teoria estudada em sala de aula da prática vivida nos tribunais. Tal relação entre ensino e jurisdição reafirma o compromisso do magistrado com a formação continuada de toda a comunidade jurídica.

