Como considera o médico especialista em diagnóstico por imagem Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a transparência no momento do exame é o fator que garante uma interpretação radiológica livre de equívocos e alarmes falsos. O tecido mamário que passou por intervenções cirúrgicas, sejam elas estéticas ou reparadoras, apresenta características cicatriciais que podem ser confundidas com patologias se o radiologista não estiver devidamente contextualizado.
Se você deseja assegurar que seu histórico cirúrgico seja um aliado e não um obstáculo para a precisão do seu diagnóstico, este conteúdo é essencial para sua próxima consulta.
Mamografia e cirurgia mamária prévia: O que informar antes do exame
Pacientes que já foram submetidas a procedimentos como mamoplastias, mastopexias ou cirurgias oncológicas precisam fornecer um histórico detalhado antes de entrar na sala de exames. Cicatrizes internas e áreas de fibrose decorrentes da cicatrização podem projetar sombras ou distorções arquiteturais nas imagens radiográficas. Para o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, sem a informação da cirurgia prévia, o radiologista pode classificar essas alterações como suspeitas, levando a reconvocações desnecessárias e até a biópsias que poderiam ter sido evitadas com uma anamnese bem preenchida.

A localização exata das incisões externas deve ser sinalizada com marcadores radiopacos sensíveis durante o exame. Essa prática ajuda a correlacionar a imagem interna com a cicatriz visível na pele, conferindo maior segurança ao laudo final. Em outros termos: o registro do tempo decorrido desde a cirurgia também é vital, pois os tecidos mamários sofrem mudanças evolutivas nos primeiros anos após a intervenção. Informar se houve complicações, como necroses gordurosas ou coleções de líquido, permite que o especialista interprete cada detalhe.
O impacto das cicatrizes e da fibrose na imagem mamográfica
A cicatrização interna é um processo complexo que modifica a arquitetura natural da mama, dando origem ao que se denomina sequelas cirúrgicas. Segundo Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, essas alterações podem se manifestar na mamografia sob a forma de nódulos espiculados ou assimetrias focais, achados que também podem estar presentes em tumores malignos, o que reforça a necessidade de uma avaliação criteriosa.
Nesse contexto, a comparação com exames anteriores torna-se indispensável para pacientes com histórico cirúrgico. A estabilidade das imagens cicatriciais ao longo do tempo é um importante critério de benignidade, já que distorções que permanecem inalteradas por anos tendem a representar apenas alterações pós-operatórias. Por outro lado, qualquer modificação nas margens ou na densidade de uma cicatriz previamente conhecida exige investigação aprofundada.
Como preparar-se para o exame após intervenções cirúrgicas?
Para as mulheres que possuem implantes ou realizaram reduções mamárias, o posicionamento no mamógrafo pode exigir cuidados especiais para não causar desconforto excessivo em áreas de sensibilidade crônica. Informar sobre dores persistentes ou áreas de endurecimento após a cirurgia orienta o técnico de radiologia a realizar manobras mais suaves e precisas. Como frisa o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, o conforto da paciente é indissociável da qualidade do exame, pois uma paciente relaxada permite uma melhor compressão do tecido, resultando em imagens mais nítidas e informativas.
Em síntese, a mamografia após cirurgia mamária prévia é um procedimento seguro e indispensável, desde que o histórico clínico da paciente seja devidamente informado e considerado. O diálogo claro entre a paciente e a equipe de diagnóstico constitui a ferramenta mais eficaz para evitar interpretações equivocadas e assegurar um rastreamento de alta qualidade. Como sintetiza o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a tecnologia diagnóstica é extremamente poderosa, mas alcança seu máximo potencial quando associada a informações clínicas contextualizadas.
Autor: Luanve Urimkoilslag

