Andre de Barros Faria, CEO da Vert Analytics e especialista em tecnologia, observa que a experiência do cliente tornou-se um ativo estratégico para empresas que buscam crescimento sustentável e diferenciação competitiva. Nesse contexto, o NPS (Net Promoter Score) deixa de ser apenas um indicador de satisfação e passa a funcionar como uma fonte estruturada de insights para orientar decisões de negócio.
A centralidade do cliente exige métricas capazes de traduzir percepções em dados acionáveis. O NPS, quando integrado a processos decisórios e à cultura organizacional, cumpre esse papel ao conectar expectativas, comportamento e desempenho.
Neste artigo, venha entender como a experiência do cliente, quando medida e analisada corretamente, direciona estratégias e resultados.
Experiência do cliente como vantagem competitiva
A experiência do cliente envolve todas as interações entre empresa e consumidor ao longo da jornada, desde o primeiro contato até o pós-venda. Em mercados cada vez mais semelhantes em preço e oferta, a qualidade dessa experiência se torna um diferencial relevante.
Segundo Andre Faria, organizações que estruturam a experiência do cliente de forma consistente conseguem reduzir churn (taxa de rotatividade), ampliar fidelização e aumentar o valor do ciclo de vida do cliente. Essa abordagem impacta diretamente receita, reputação e eficiência operacional. Mais do que encantar pontualmente, trata-se de entregar valor de forma previsível e escalável.
O NPS como indicador estratégico
O NPS mede a probabilidade de um cliente recomendar a empresa, produto ou serviço. Embora simples em sua formulação, o indicador carrega informações valiosas sobre percepção de valor, confiança e lealdade, explica Andre de Barros Faria.
O verdadeiro potencial do NPS está na análise qualitativa associada ao dado numérico. Comentários, padrões de resposta e evolução do indicador ao longo do tempo revelam gargalos operacionais, falhas de comunicação e oportunidades de melhoria. Quando utilizado isoladamente, o NPS perde força. Integrado a outras métricas e processos, torna-se um guia para decisões estratégicas.
Transformando dados em insights acionáveis
Dados de experiência do cliente só geram valor quando convertidos em ações concretas, por isso, exige governança clara, responsáveis definidos e integração entre áreas como operação, marketing, produto e atendimento.
Quando as empresas orientadas por dados utilizam o NPS é possível priorizar investimentos, redesenhar processos e ajustar propostas de valor. Essa prática reduz decisões baseadas em percepções subjetivas e aumenta a assertividade estratégica, isso porque, como ressalta Andre Faria, a agilidade na resposta aos insights é tão importante quanto a coleta dos dados.
Impactos do NPS na operação e no modelo de negócio
A leitura contínua do NPS influencia diretamente a operação, evidência Andre de Barros Faria, dado que, as reclamações recorrentes sinalizam falhas estruturais, enquanto os elogios consistentes indicam práticas que devem ser escaladas.

Ao conectar o NPS ao modelo de negócio, a empresa passa a alinhar promessas ao que é efetivamente entregue. Isso fortalece a coerência entre discurso e prática, elemento central para a construção de confiança. Esse alinhamento contribui para decisões mais equilibradas entre crescimento, eficiência e qualidade.
Experiência do cliente e alcance digital
O alcance digital ampliou pontos de contato e aumentou a exposição das marcas, pois com o uso de avaliações, comentários e recomendações circulam rapidamente, há uma potencialização dos impactos positivos ou negativos da experiência do cliente, trazendo eles para perto e dando mais estímulos para que o cliente procure a marca.
Andre Faria elucida que o NPS ajuda a antecipar movimentos do mercado ao captar sinais precoces de insatisfação ou encantamento. Em ambientes digitais, essa antecipação é decisiva para preservar reputação e competitividade. Empresas que monitoram e respondem a esses sinais tendem a construir relações mais sólidas e duradouras.
Cultura orientada ao cliente
A maturidade na gestão da experiência do cliente depende de cultura organizacional, visto que, as métricas como o NPS precisam ser compreendidas e valorizadas por toda a empresa, não apenas por áreas específicas.
Assim como destaca Andre de Barros Faria, quando a liderança utiliza dados de experiência para orientar decisões, a organização passa a priorizar o cliente de forma consistente. Essa cultura orientada ao cliente sustenta melhorias contínuas e fortalece a diferenciação competitiva.
Decisões guiadas pela experiência do cliente
A experiência do cliente, mensurada por indicadores como o NPS, fornece uma base objetiva para decisões estratégicas. Ela orienta desde ajustes operacionais até mudanças mais profundas no posicionamento e no modelo de negócio.
Conforme frisa Andre Faria, empresas que utilizam esses dados de forma estruturada tomam decisões mais alinhadas às expectativas do mercado. A experiência do cliente deixa de ser um discurso e se consolida como um critério central de gestão, e o CEO ainda cita: “Transformar dados em valor é unir ciência, estratégia e sensibilidade para entender o que realmente importa.”
Autor: Luanve Urimkoilslag

